
Marcílio Amorim em sua última atuação no teatro, ao lado de Titina Medeiros em Meu Seridó
É Típico!
Ator e produtor, Marcílio atuou em muitas frentes, principalmente como formador de elenco e agente artístico de vários artistas nordestinos
05 de setembro de 2026
Morreu nesta sexta-feira (4), em Natal, aos 48 anos, o ator, produtor cultural e agente artístico Marcílio Amorim. Segundo amigos, ele foi encontrado sem vida na casa onde morava, depois que pessoas próximas estranharam a ausência de respostas a mensagens e ligações. Marcílio tinha compromissos profissionais previstos para esta sexta-feira. A preocupação dos amigos aumentou diante das tentativas de contato sem resposta, até que foram à residência do produtor e encontraram o artista já sem vida.
A causa da morte ainda não foi confirmada. Porém, o artista tinha um histórico de doença cardiovascular, pois ainda muito jovem sofreu o primeiro infarto.
Com atuação em diferentes áreas da cultura, Marcílio construiu uma trajetória marcada pelo teatro, produção cultural e jornalismo e, principalmente, pelo agenciamento de artistas do teatro e audiovisual. À frente do Elenco Mosh, participou da construção de oportunidades para atores do Rio Grande do Norte e de outros estados do Nordeste em produções de televisão e cinema. Posteriormente, criou a Agência Trama, ampliando o trabalho de representação de atores e atrizes.
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Marcílio Amorim teve uma atuação marcante no agenciamento artístico de artistas do Nordeste
Entre os artistas agenciados por ele estiveram nomes como Pedro Fasanaro e Quitéria Kelly. Seu trabalho também esteve relacionado a produções recentes, entre elas a série Cangaço Novo.
Em entrevista, o produtor cultural Arlindo Bezerra disse que “Marcílio era um raio, uma estrela que tinha o poder de unir diferentes grupos. Era uma pessoa que todo mundo queria bem, que todo mundo queria estar perto. Vai deixar muita falta para os amigos e para a família. Mas também para o mercado de agenciamento artístico, porque ele abriu muitas portas”.
A relação de Marcílio com a arte começou ainda na juventude. Adolescente, costumava encenar esquetes em aniversários e festas surpresa. A experiência de “Telegrama Encenado” mostrou que o humor marcaria sua personalidade.
No teatro, participou de diferentes projetos ao longo da carreira. Seu último trabalho nos palcos foi no espetáculo Meu Seridó, ao lado da atriz Titina Medeiros, uma de suas grandes amigas e parceiras na arte.
A relação entre os dois ganhou um significado ainda mais doloroso neste ano. Titina morreu em 11 de janeiro, aos 49 anos. Na terça-feira (1º), poucos dias antes da própria morte, Marcílio fez nas redes sociais uma publicação em homenagem à atriz pelo aniversário de 50 anos que ela completaria.
Ele também atuou como jornalista. No final dos anos 90 e início de 2000, trabalhou como repórter da Tribuna do Norte, colaborando especialmente com os cadernos Viver e Fim de Semana.
Outra faceta conhecida do artista era a atuação como Papai Noel. Durante anos, Marcílio vestiu a fantasia do personagem durante o período natalino, transformando a atividade em mais uma forma de trabalhar com o imaginário e a fantasia. Como produtor, criou também o Festival Ribeira 360.
Para amigos e colegas, além dos trabalhos que realizou como ator e produtor, uma das principais marcas de Marcílio Amorim foi a alegria e a capacidade de criar oportunidades para outros artistas. Seu trabalho como agente ajudou a aproximar profissionais nordestinos de produções de alcance nacional.
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