
Titina Medeiros partiu aos 48 anos, vítima de câncer de pâncreas
É Típico!
Marcou lindamente sua trajetória na Tv e deixou uma obra sólida no teatro, com trabalhos que se tornaram referências
14 de janeiro de 2026
Esta semana nos despedimos de uma das pessoas mais talentosas e generosas do teatro e da cultura potiguar. Izabel Cristina de Medeiros, a nossa Titina Medeiros, passou por este mundo para deixar um legado de imenso talento e versatilidade, no teatro, na televisão, no audiovisual e na vida.
A menina de Acari que tocava trompete na filarmônica Felinto Lúcio e cujo dilema da juventude era decidir entre o jornalismo e os palcos, acabou escolhendo encantar o Brasil com sua alegria e seus personagens marcantes. Tinha uma profunda compreensão humana de seu tempo e de seus personagens.
Marcou lindamente sua trajetória na Tv e deixou uma obra sólida no teatro, com trabalhos que se tornaram referências, como Meu Seridó, Dois Amores y Um Bicho, Hamlet, Sua Incelença, Ricardo III, Muito Barulho por Quase Nada e Pobres de Marré.
Titina levou Hamlet ao Morro do Alemão e a cultura do Seridó para o Brasil! Nos fez rir e refletir sobre o mundo. Criou festivais, projetos, abriu um teatro.
Tinha uma capacidade de transmutação e adaptação. Lembro quando ela emendou o trabalho de Cheia de Charme, na qual viveu a divertida e popular “Curica” Socorro, para montar um novo espetáculo de Shakespeare — assumindo como diretora e atriz e depois criando um novo grupo de teatro.
Integrou diversos grupos fundamentais, como Grupo Carmin, Clowns de Shakespeare e Casa de Zoé, a partir da semente plantada no Centro Experimental de Formação e Pesquisa Teatral, com o mestre João Marcelino e tantos outros, quando seu talento floresceu de forma decisiva.
Revelou-se também uma liderança artística, capaz de puxar e inspirar toda uma geração — a sua e as seguintes. Ensinou e aprendeu, abriu portas para novos talentos, caminhou junto.
Há poucos anos, ao falar sobre seu lugar no mundo, em uma entrevista que fizemos (eu e Ramon Ribeiro) para a seção Minha Área, da Tribuna do Norte, ela disse:
“Meu lugar no mundo é minha geografia humana. Mas meu corpo foi forjado em Acari. Eu sou uma pessoa sertaneja. Sou seridoense de pai, mãe, avós. Se eu tenho um lugar do mundo, é o Seridó”
Espero que por essas horas, Titina, você esteja no cenário que amava, com seus olhos grandes e sorridentes flutuando sobre o rio Acauã, leve correndo debaixo da ponte.
Vá em paz, minha querida!
Por Cinthia Lopes
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